Thursday, May 21, 2020

PRINCIPIO DA ADMINISTRAÇÃO

Como tem sido apontado por diversos autores1, os avanços da administração como campo filosófico e científico ainda são embrionários. Nesse sentido, Serva (2013,500) destaca que o “processo de institucionalização da administração como uma ciência” teve início em 1911, sob a liderança do pensamento tradicional da administração científica, defendido por Frederick Taylor e Henri Fayol, e desenvolveu-se, de modo acelerado e universal, como prática profissional ao longo de todo o século XX – e mantém-se firme nos dias actuais.Entretanto, como sustentam diversos autores, ainda que haja evidências do reconhecimento do papel social da administração como campo profissional, sua aceitação tem permanecido limitada ao exercício das funções operacionais voltadas a atender, essencialmente, as exigências do desenvolvimento do sistema económico. Esse esforço intelectual, originado nas elaborações mais sofisticadas de Taylor (1976) e Fayol (1916), tinha por objectivo central garantir as relações sociais de produção, circulação e distribuição, tendo como manifestação máxima desse pensamento (ideologia) o movimento doutrinário do management, como ressaltado por Vizeu (2010). Dito de outra forma, Santos (2004) e Santos, Ribeiro e Chagas (2009) vão destacar que a administração nasce, portanto, como campo técnico subordinado aos princípios e objectivos determinados pela economia neoclássica. O que significa admitir que não se trata apenas de reconhecer que a administração ainda é um campo indefinido, carente de identidade como área do conhecimento particular ou específica, conforme definição de Japiassu (1992); mas grave, também, é reconhecer que tem aceitado, passivamente, o papel que lhe foi destinado historicamente como arena auxiliar da economia, das engenharias e até de outros campos do conhecimento, como as ciências sociais e humanas – especialmente da psicologia, sociologia, antropologia e ciência política, que têm tido expressiva atuação nos estudos sobre gestão das organizações (pública, privadas e sociais).  

 

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